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Pesquisa interna

Alimentação e prostata

Os factores ambientais desempenham sempre um papel fundamental no desenvolvimento de qualquer doença.

A alimentação, um dos factores ambientais de maior peso, não é directamente responsável pela ocorrência de patologias na próstata, mas pode influenciar a extensão e o seu desenvolvimento no corpo humano.

Muitos dos casos de cancro nesse órgão são prevenidos com alterações na dieta e no estilo de vida. O efeito da alimentação compreende dois âmbitos de intervenção:

a) Alguns alimentos podem promover ou acelerar o cancro.
b) Outros alimentos interferem com o crescimento e desenvolvimento de células cancerosas na próstata.

De facto, os homens asiáticos que consomem alimentos típicos dessa região do Globo têm nove por cento menos probabilidades de desenvolverem cancro da próstata e este é menos agressivo e menos mórbido.
Curiosamente, os asiáticos que emigram para os Estados Unidos apresentam um risco de cancro prostático (em termos de agressividade e do número de casos) semelhante ao de qualquer cidadão americano, ao fim de uma geração.

Vamos abordar esta influência alimentar em três blocos distintos:

1-Gorduras


O aumento do consumo de gorduras está proporcionalmente relacionado com o crescimento do risco de cancro da próstata. Além disto, a obesidade e o excesso de gordura corporal estão associados ao incremento desse tipo de cancro. O aumento do consumo de tipos específicos de gorduras como as saturadas (encontradas nas carnes vermelhas e em alimentos fritos) assim como as gorduras dietéticas contribuem para a agressividade dos tumores.

As gorduras podem fomentar as células cancerosas e devem ser limitadas na dieta, nomeadamente as gorduras saturadas, gorduras lácteas, gorduras parcialmente hidrogenadas, óleos tropicais (amendoim, palma e coco) e substâncias ricas em ácido linoleico como os óleos de milho e girassol.

As gorduras “saudáveis”, que permitem a inibição do crescimento de células cancerosas, incluem os óleos polinsaturados, monoinsaturados (azeite e óleo de canola) e óleos de soja, linho e peixe, ricos em Omega 3.

Ao reduzir-se o consumo total de gorduras na dieta e aumentando a proporção de “boas” gorduras, diminui-se o teor de testosterona na próstata, condicionando a acção de uma das forças motrizes do avanço de tumores.

2-Soja



As diferenças de consumo de Soja na dieta entre as populações asiáticas e ocidentais evidenciam diferenças dramáticas nos riscos de cancro nestas duas sociedades.

Também explicam as diminuições no grau de desenvolvimento dos cancros da mama e do cólon na Ásia. A Soja contém isoflavonas (como a genisteína) que intereferem no ciclo de vida das células cancerosas. Em experiências laboratoriais, as isoflavonas revelam a capacidade de atrasar o crescimento das células cancerosas prostáticas e de bloqueio do acesso sanguíneo às metástases tumorais. Em ratos, as dietas ricas em isoflavonas, seguidas da injecção de células tumorais, impediram a disseminação de cancros, por oposição aos ratos com dietas normais que desenvolveram tumores.

3-Frutos e Vegetais



Cada dia surge um novo recurso terapêutico no combate ao cancro, que conjugado com o isolamento dos nutrientes das frutas e dos vegetais, permite o prolongamento da vida e a redução da doença.

As cinco directivas do consumo (aconselhado) de frutos e de vegetais recomendadas pela Sociedade Americana de Cancro, incluem dezenas de nutrientes que reduzem o risco de cancro prostático. A maioria dos consumidores norte-americanos não atingem estes objectivos mínimos de consumo nutricional.

Os licopenos encontrados nos tomates cozinhados têm propriedades antioxidantes, concentram-se na próstata e estão associados a uma diminuição do risco de cancro.
A família Allium inclui o Alho, a Chalota, o Alho Francês, o Cebolinho e as Cebolas e possui compostos organosulfurados que interferem na replicação das células, retirando ao tumor a sua capacidade de disseminação.
Os vegetais crucíferos (Brócolos, Couve-Flor, Couve-de-Bruxelas, Acelga, Couve-Alta, Couve-Galega e Repolho) contêm sulfurfano e isocianatos que inactivam carcinogénios (químicos ambientais que podem desencadear cancros). A casca de frutos cítricos (Tangerina, Laranja, Toranja, Limão e Kivi) contém limoneno e geraniol que demonstraram capacidade de paragem do crescimento tumoral em experiências laboratoriais. A polpa dos citrinos e a parte interior da casca contêm pectinas, fibras que impedem o crescimento de células tumorais.

Naturalmente que o estilo de vida (hábitos alimentares, cessação tabágica, consumo de bebidas alcóolicas, combate ao sedentarismo) têm uma enorme influência no combate a esta e a outras patologias.

Além disto, o acompanhamento médico e a determinação regular do PSA que, hoje em dia pode ser feita com uma gota de sangue na sua farmácia numa atitude vigilante são determinantes para a prevenção do cancro da próstata..
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