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Pesquisa interna

Protecção solar





Chegou o Verão!


E com ele, as Férias, a Praia e o Sol !

O Sol, a Estrela mais próxima da Terra, pode ser o nosso melhor Amigo ou o nosso pior Inimigo.

Essa escolha é sobretudo feita por nós

Como outras coisas das nossas vidas, tem aspectos positivos (enquanto Fonte de Vida, de Energia e de Saúde) e aspectos negativos (a exposição solar em excesso provoca queimaduras da pele e dos olhos, doenças cutâneas incuráveis e desidratação, entre outras complicações).



A luz do Sol é constituída, entre outros elementos, por radiação ultravioleta de três tipos:

UVA- Raios Ultravioletas responsáveis pelo envelhecimento da pele (Rugas, Sardas e Despigmentação) e pelo melanoma (Doença Cutânea Incurável).

UVB- Raios Ultravioletas responsáveis pelas cataratas nos olhos, queimaduras cutâneas e diminuição das defesas orgânicas (Sistema Imunitário).

UVC - Raios Ultravioletas mais perigosos, são bloqueados pela camada de ozono.

Por estas razões é fundamental protegermo-nos contra os perigos da exposição solar excessiva, especialmente nas crianças.


Protecção das Crianças:


A maior parte dos danos causados pelo Sol acontece quando somos crianças e adolescentes, por estarmos mais expostos à radiação solar e não termos consciência dos seus perigos. A protecção adequada e em tempo útil previne o envelhecimento da pele e o surgimento de doenças delicadas.


Os grupos infantis com maior risco de problemas perante exposição solar prolongada são:
1) Crianças com Sinais
2) Crianças com Pele, Cabelo e Olhos claros
3) Crianças com História Familiar de Melanomas (cancro da pele)


Quanto mais intensas forem as radiações solares, maiores os riscos da exposição desencadear queimaduras com diferentes graus de gravidade (1º,2º e 3º Graus). A queimadura mais comum designa-se como sendo do 1º Grau e apresenta, geralmente, uma vermelhidão e dor iniciais, com agravamento posterior dos sintomas e descamação cutânea ao fim de 5 dias. As queimaduras mais graves (2º e 3º Graus), envolvem o aparecimento de bolhas e de feridas muito dolorosas, com elevado risco infeccioso.


A intensidade dos raios solares está dependente da Época do Ano (os raios ultravioletas são mais intensos no Verão, pelo que antes de viajarmos devemos atender à Estação do Ano em vigor no país de destino), da Latitude (quanto mais próximos estivermos do Equador, mais intensa é a luz solar) e da Altitude (quanto mais alto estivermos, menor a espessura das nuvens e do ar atmosférico, logo maior permeabilidade à penetração dos raios ultravioletas).

Torna-se, então, essencial em quaisquer das circunstâncias acima assinaladas a utilização de um filtro solar mesmo no Inverno, pois os raios solares reflectem na água e nas neves montanhosas.



Medidas Protectoras das Crianças:

a) Utilizar Protector Solar:

Medida protectora fundamental existe numa grande variedade de formulações integrando aromas diversos e uma série de características a valorizar quando da sua aquisição. Nessa medida, a escolha de um protector solar encontra-se condicionada por uma série de factores:

1) Idade:

Não devem ser utilizados filtros em crianças com idade inferior a 6 meses. Estas últimas não devem ser expostas à luz solar em quaisquer circunstâncias. Se o tiverem de fazer, devem estar completamente vestidas, incluindo na sua indumentária um chapéu de aba larga.

As crianças com idades compreendidas entre os 6 meses e os 3 anos possuem pele sensível, pelo que devemos evitar o uso de protectores contendo filtros químicos, mais propícios a alergias e privilegiar produtos contendo, exclusivamente, filtros físicos que formam uma espessa camada branca sobre a pele.

Entre os 3 e os 10 anos, escolher um Protector Solar com filtros químicos específico para crianças e com relevo do facto no rótulo que integra, explicitamente, figuras infantis.

2) Resistência à água:

A eficácia do Protector Solar pode desvanecer-se em contacto com a água, comprometendo a pele da criança. Isto implica a escolha de um produto capaz de resistir, no mínimo, a 80 minutos de contacto com a água sem perder eficácia.

A água reflecte e intensifica os raios solares e, por tal razão, as crianças necessitam de protecção mais prolongada e resistente à água. No entanto e independentemente da marca, devemos renovar a aplicação sempre que as crianças saírem da água.

3) Resistência ao Suor:

A irreverência e a hiperactividade infantis, patentes na ânsia de brincar em espaços amplos e desprotegidos, provoca o suor corporal e aumenta o risco de evanescência do protector. A capacidade de resistência à sudorese é um factor a ter em conta na aquisição desse protector.

4) Repelente de Insectos:

A associação de um repelente de insectos com um protector solar pode revelar-se proveitosa.

5) Factor de Protecção Adequado:


O índice de protecção adequado a crianças deve ser sempre de 50+ e contendo ampla protecção contra os raios ultravioletas UVA e UVB. Esta informação deve constar sempre no rótulo do produto a adquirir.

Estão inerentes à aplicação destes produtos algumas regras e procedimentos que optimizam a sua eficácia.




Regras de Aplicação dos Protectores Solares:

1) Aplicar o Protector Solar sempre que a criança estiver exposta ao Sol.

2) Aplicar o Protector Solar 30 minutos antes da exposição exterior para que estabeleça uma boa camada protectora

3) Espalhar convenientemente o produto em todas as superfícies expostas, incluindo lábios, mãos, orelhas, decote, pés, ombros, pescoço e por baixo dos atilhos do fato de banho, que se deslocam com o movimento.

4) Aplique generosamente o Protector Solar. Não tente prolongar o seu uso com poupanças absurdas

5) Aplique frequentemente promovendo a sua renovação a cada 3 horas, após a sudorese e os banhos de água.

6) Aplicar Protector Solar resistente à água, especialmente se as crianças se banharem ou nadarem.

7) Verificar sempre o prazo de validade do produto a fim de garantir a sua total eficácia e prevenir alergias. Depois de aberta e sujeita às altas temperaturas da praia e do automóvel a embalagem deve ser utilizada no prazo de um mês.


b) Evitar os períodos de luz mais intensa:


A exposição durante o período compreendido entre as 10 e as 16 horas é nociva, pois coincide com uma intensidade superior de radiação solar.

Se as crianças estiverem expostas devemos aplicar, sucessivamente, filtro solar, mesmo que estejam no quintal ou no jardim, pois a maioria dos problemas associados a sobreposição ocorre no decurso de actividades lúdicas e não na praia.




c) Precaução nos dias de céu nublado:

Os raios ultravioletas atravessam as nuvens e reflectem na areia, na praia, na água e no cimento, atingindo os indivíduos mais desprotegidos. De facto, as nuvens e a poluição conferem falsas sensações de segurança e de protecção. Esta radiação insidiosa causa queimaduras inesperadas e danos cutâneos. Muitas vezes, as crianças não têm consciência de desenvolverem essas lesões em dias frescos e ventosos, pois a brisa e a temperatura amena conferem frescura superficial à pele.

c) Cobrir a pele e a cabeça


Uma das melhores protecções contra os raios ultravioletas é a roupa, pois funciona como um escudo contra a radiação. Se não estiver excessivamente quente ou não se tornar desconfortável, as crianças deverão usar roupas claras, com mangas e calças compridas. Os tecidos devem ser opacos, caso contrário não possuem grande capacidade de protecção solar e permitem a penetração dos raios solares induzindo queimaduras mesmo com a roupa vestida. O uso de chapéu é também recomendável.
Não usar roupa transparente.

d) Vigiar a medicação

Alguns medicamentos como antibióticos e antiacneicos aumentam a fotossensibilidade, isto é, a pele torna-se mais vulnerável à acção dos raios solares.

e) Usar óculos de sol com protecção total contra as radiações UVA e UVB.


A exposição solar danifica tanto os olhos quanto a pele, causando cataratas e, a longo prazo, cegueira.
Os óculos devem referenciar o facto de proporcionarem 100% de protecção contra os raios ultravioletas. No entanto, nem todas as crianças apreciam o uso de óculos de sol, especialmente no início. Por essa razão, devemos escolher um modelo que gostem e usar óculos com frequência para criar um acto de imitação por parte da criança, copiando o comportamento dos adultos.




Como reagir perante queimaduras solares?

A queimadura solar é progressiva, surgindo vermelhidão e dor ao fim de um longo dia de praia ou no parque. Estes sintomas tendem a tornar-se mais severos, especialmente se a exposição solar continuar. A pele desidrata e tem tendência a repuxar, além de uma desagradável sensação de comichão e de uma posterior descamação dessa área lesado.

Por isso devemos:

a) Aplicar cremes com a referência específica pós-solar, isto é, cremes para depois do sol, com propriedades hidratantes, regeneradoras , calmantes, que aumentam o conforto cutâneo e conservam o bronzeado.

b) Encorajar a criança a permanecer na sombra enquanto a queimadura trata. Qualquer exposição adicional aumenta a severidade da lesão e a dor.

c) Tomar um banho de água a baixa temperatura (não gelada), e aplicar compressas frias para aliviar a dor e ajudar a pele a sarar.

d) Dissuadir a criança de coçar-se, pois a pele por baixo da queimadura é muito susceptível a infecções.

e) Usar analgésicos (paracetamol, ibuprofeno), no alívio das dores

f) Aplicar gel de Aloé Vera, com efeito calmante e cicatrizante

g) Usar um gel anti-histamínico para alívio da comichão.

h) Ingerir de líquidos para contrariar a desidratação.

i) Não utilizar produtos com anestésicos locais na sua composição (caso da xilocaína e benzocaína) ou derivados do petróleo (caso do alcatrão e propilenoglicol), pois provocam suores, irritação cutânea e alergias.

j) Nunca utilizar alcóol, éter, ou pasta de dentes (mentolada). Estes produtos inicialmente proporcionam um sensação de frescura que corresponde exactamente à evaporação da pouca água que ainda restava na pele. Assim, eles só vão agravar a desidratação da pele.


Doenças relacionadas com o Sol e o Calor:


A insolação é um conjunto de sintomas que surgem a uma pessoa demasiadamente exposta ao sol, compreendendo:

1) Falta de ar
2) Dor de cabeça
3) Náuseas
4) Tonturas
5) Elevada temperatura corporal
6) Pele avermelhada, quente e seca
7) Extremidades roxas
8) Desmaio (inconsciência)

O tratamento envolve uma série de medidas imediatas como:

1) Conduzir a pessoa afectada para um lugar fresco
2) Deitá-la com a cabeça levantada
3) Colocar compressas frias sobre a cabeça
4) Encaminhar o acidentado para o médico ou/e ligar o número de emergência médica: 112



As medidas preventivas envolvem:


1) Vigilância das actividades infantis:

De facto, mesmo as crianças mais velhas precisam de evitar o Sol. A exposição solar torna-as mais fatigadas e irritáveis. Para actividades lúdicas e desportivas ao ar livre, utilize chapéus de sol e tendas de campanha, ao abrigo dos quais as crianças poderão brincar sem riscos excessivos.

2) Escolha locais adequados

Antes de irmos para parques ou praias, devemos informar-nos quanto ao aluguer, nesses locais, de tendas, chapéus, barracas e outros artefactos de protecção dos raios solares.

3) Ingestão constante de líquidos

4) Alimentação adequada às condições climatéricas, ou seja privilegiar fruta e saladas em vez de fritos, maioneses, natas ou doces.

5) Chegaram recentemente ao mercado complexos ricos em antioxidantes que preparam, aceleram e prolongam o bronzeado.

6) Estão igualmente disponíveis dois teste (FORD e FORT) que avaliam o grau de preparação do organismo para enfrentar uma exposição solar mais intensa.


O site da Farmácia Marques ajuda-o aqui a compor uma "farmácia de férias" na noticia "Férias e medicamentos"

Pode igualmente visitar aqui o folheto Sol Amigo.

Em suma, devemos prevenir para melhor aproveitar!


Naturalmente que todas estas considerações são igualmente válidas para quem pratica desportos ao ar livre que implicam uma exposição prolongada.

Assim, os jogadores de golfe, os ciclistas, os praticantes de jogging , etc, etc. devem aplicar um protector solar antes de iniciar a sua actividade e ir renovando a sua aplicação.


Divirtam-se, mas cuidado lá fora!


E usem sempre um Protector Solar de confiança como por exemplo das linhas La Roche Posay ou Avene.



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