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Cães

O cão é um animal muito sociavel, energético, cujo sucesso como caçador depende dos seus apuradissimos sentídos. A visão, a audição e sobretudo o faro destacam-se claramente dos outros animais. A sua extarordinária capacidade de adaptação é também um aspecto chave do seu sucesso junto do homem que o considera, justamente, como o seu melhor Amigo.

Assim não admira que até o prémio Nobel Konrad Lorenz tenha escrito "E o Homem Encontrou o Cão" Ed. Relógio d' Àgua

1 - Examinar o seu Cão

Habitue em casa o seu cão a ser examinado. Regularmente verifique minunciosamente a cabeça procurando sinais de alteração da pelagem, corrimentos nos olhos e ouvidos, vermelhidão das gengivas e/ou escurecimento dos dentes. Passe as mãos pelo corpo e procure qualquer ferida aberta ou sinal de dor. Examine os membros verificando as almofadas e o comprimento das unhas.

O aspecto geral do cão é um bom indicador do seu estado de saúde.

Significado da temperatura nos cães

ºC
Causas e medidas a tomar
+41Golpe de calor. Arrefeça-o imediatamente e vá ao veterinário com urgência
40,6Perigo. Vá ao veterinário nesse dia
40,0Febre alta. Vá ao veterinário nesse dia
39,4Febre moderada. Telefone ao veterinário. Peça conselho
38,9Normal
37,8Normal
37,2Abaixo do normal. Vá ao veterinário nesse dia
-36,7Hipotermia. Mantenha o cão quente e leve-o ao veterinário imediatamente.


É igualmente recomendável manter um registo da evolução do peso do seu animal.

O problema de saúde mais comum nos caninos prende-se com a ocorrência de vómitos por razões diversas. A identificação do tipo de vómito é uma ferramenta fulcral nos processos de diagnóstico e de tratamento dessas doenças animais e compreende:

a) Vómito Agudo: Um episódio isolado, mas muito intenso, em que o cão regurgita, expulsando os corpos, alimentos e parasitas estranhos ao sistema digestivo como forma de regularizarem o trânsito gastrointestinal.
O vómito agudo também acontece como resultado de enjoos.
Não dê alimentos ou água nas duas horas subsequentes ao episódio de vómito.

b) Vómito Intervalado: Causado por alergias alimentares, doenças metabólicas, úlceras ou tumores.
O animal deve ser transportado à Clínica Veterinária se os vómitos intermitentes persistirem por períodos superiores a 48 horas.

c) Vómito Recorrente: Resulta de irritações estomacais ou de obstrucção digestiva. Os vómitos sucessivos indiciam um problema de resolução imediata pelo veterinário.

d) Vómito Projectado: Causado por uma obstrucção que evita a progressão dos alimentos no sistema gastrointestinal ou por acção de um problema que afecta o centro cerebral de comando do vómito. Encaminhar o animal, de forma imediata, para o Veterinário.

e) Vómito Ensanguentado: Sugere ulceração do estômago ou do intestino delgado, envenemento, corpos estranhos, tumores ou infecções graves. Não hesite em transportar o animal à Clínica Veterinária mais próxima.

f) Vómito Biliar: Pode ser uma forma ligeira de alergia. Os cães afectados vomitam bílis regularmente, mas são saudáveis.

A regurgitação é controlada por medicamentos para o enjoo até que as alterações na dieta se revelem eficazes.

Tratamento Para Cães Com Vómitos:


Não alimente o cão nas duas horas seguintes ao vómito, embora este intervalo de tempo seja variável em função da gravidade dos sintomas ou da idade do animal.
 
A hidratação é fundamental, exigindo o consumo regular de pequenas quantidades de água ou de cubos de gelo.
 
 
O recurso a soluções electrolíticas(caso do Redrate e do Dioralyte) de dissolução na água permite colmatar alguns dos desequilíbrios em açúcares e sais minerais causados pelos vómitos.
 
 
A água gaseificada é utilizada como agente neutralizadora da acidez gástrica, pelo que a administração permite inequívocos benefícios.
 
Introduza, gradual e paulatinamente, alimentos sólidos moles, pobres em gorduras e em proteínas, evitando que o estômago estique e permitindo uma progressão gastrointestinal adequada. Um bom remédio caseiro seria uma mistura de requeijão com duas partes de arroz cozido, por exemplo.


 
 
2 - Prevenção

Todos sabemos que é sempre melhor prevenir que remediar. Esta máxima aplica-se aos cães em vários aspectos dos quais se destacam as doenças infecciosas, parasitas internos e externos, acidentes físicos, gravidezes indesejadas e zoonoses (doenças transmitidas ao homem).

  a) A vacinação tem um papel fundamental no bem estar do animal. As principais vacinas são contra a Parvovirose, a Cinomose (esgana), a Hepatite e a Raiva. Adicionalmente é aconselhável a vacinação contra a Parainfluenza, a Leptospirose e a Bordetella (tosse dos canis).

Relembramos que a eficácia da vacinação depende da administração de reforços no intervalo de tempo recomendado que, geralmente é anual.

  b) A desparasitação é outro cuidado básico a ter com o seu animal.

Os parasitas internos mais comuns nos cães são: Lombrigas, Ténias e a Giárdia. Menos frequentemente surgem casos de Ancilóstomo, Triquinas e Dirofilária.

Os cachorros devem ser desparasitados de três em três meses até terem um ano. Daí em diante geralmente uma vez por é suficiente.

Os parasitas externos são as Pulgas, as Carraças, os Ácaros e os Piolhos. Além de prejudiciais ao próprio animal estes parasitas sãop normalmente vectores de doenças transmissíveis ao homem.


3 - Administração de medicamentos



  a) Comprimidos:


A Maneira mais fácil de administrar medicamentos a um cão é esconde-los em comida. Inclusivamente existem goluseimas ocas feitas exactamente para este fim.
Caso se trate de um animal muito desconfiado terá de adoptar um método mais directo.
Mande o seu cão sentar-se. Abra-lhe a boca segurando a cabeça para cima e deixe cair o comprimido no fundo da garganta. Segure a cabeça do cão para cima, feche-lhe a boca e massage a garganta. Quando ele engolir e lamber os lábios saberá que o comprimido desceu. Elogie-o pelo bom comportamento.

  b) Medicamentos liquidos:

O método é semelhante ao descrito anteriormente com o seguinte cuidado: O medicamento deve ser enfiado pelos cantos da boca, entre os dentes, e nunca no fundo da garganta pois pode ir para a traqueia.


  c) Gotas para olhos:

Antes de aplicar gotas nos olhos do cão limpe as secreções nos olhos e a pele em volta com um algodão embebido em água tépida. Segure na cabeça do cão com uma mão e com a outra aproxime por de trás o frasco. Coloque as gotas não deixando o frasco tocar no olho do animal.


 d) Gotas nos ouvidos

Geralmente os cães não gostam que lhes coloquem gotas ou pomadas nos ouvidos. Assim há que tornar o processo o mais simpático possível. Comece por limpar o excesso de cerume. Aqueça, com as mãos, o frasco das gotas ou pomada. Segurando na cabeça, insira o bico do tubo no canal auditivo, na direcção do focinho. Aperte o frasco suavemente. Baixe a orelha e massage suavemente a área abaixo da abertura do canal auditivo.


e) Injectáveis


Apenas deve tentar administrar uma injecção depois de discutir o assunto com o seu veterinário.

Assim, recordamos os passos fundamentais:

Após ter o medicamento na seringa coloque a agulha virada para cima dê-lhe umas pancadinhas e prima o embolo até que todo ar seja retirado.

Segure o cão e enquanto fala com ele agarre na dobra da pele do pescoço entre os ombros.

Insira a agulha através da pele no tecido por baixo, mas acima do músculo.

Com um movimento constante empurre o embolo por forma a introduzir todo o medicamento. Retire a agulha e massage um pouco o animal.


Bibliografia:

"Manual Completo Cão Cuidados, Saúde e Relacionamento" - Folge, Bruce - DK Civilização Editora


Modelo fotográfico: Watson
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